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Indicadores Financeiros que Todo Empresário Precisa Acompanhar

  • Foto do escritor: Equipe Notta
    Equipe Notta
  • 7 de mai. de 2025
  • 4 min de leitura


Gerenciar um negócio exige muito mais do que boas ideias e força de vontade. É preciso ter controle e visão estratégica para garantir que a empresa cresça de forma saudável e sustentável. E pra isso, acompanhar os indicadores financeiros certos é essencial.


Esses indicadores funcionam como um “painel de controle” do negócio. Eles mostram se a empresa está indo bem, se há problemas escondidos e onde é possível melhorar. A seguir, você vai conhecer os principais indicadores financeiros que todo empresário precisa acompanhar de perto.


1. Faturamento (Receita Bruta)


Esse é o ponto de partida de qualquer análise financeira. O faturamento representa o total de vendas realizadas pela empresa, sem descontar os custos e despesas.


Por exemplo, se você vende R$ 100 mil em um mês, esse é seu faturamento bruto. Mas isso não significa que você teve lucro. O faturamento mostra o tamanho da operação, mas ainda não diz se ela é rentável. Por isso, é o primeiro número que você deve conhecer — mas não o único!


2. Lucro Líquido


Depois de conhecer o faturamento, é hora de olhar para o que realmente interessa: quanto sobra no final. O lucro líquido é o resultado da receita menos todos os custos, despesas operacionais, impostos e encargos.


É com base nesse número que você vai saber se a empresa está, de fato, gerando riqueza ou apenas girando dinheiro. Empresas que faturam muito mas têm um lucro baixo (ou negativo) podem estar enfrentando problemas sérios de gestão.


3. Margem de Lucro


Saber o valor do lucro é ótimo, mas entender quanto isso representa proporcionalmente ao seu faturamento é ainda mais poderoso. É aí que entra a margem de lucro.


Margem de Lucro Líquido = (Lucro Líquido / Receita Bruta) x 100


Por exemplo: uma empresa com R$ 200 mil de faturamento e R$ 20 mil de lucro tem uma margem líquida de 10%. Isso significa que, a cada R$ 1 vendido, R$ 0,10 realmente sobra.


Margens muito apertadas podem indicar que os custos estão altos demais ou que os preços estão abaixo do ideal. Já margens saudáveis dão mais segurança para crescer, investir e inovar.


4. Ponto de Equilíbrio


Esse indicador mostra quanto a empresa precisa faturar para não ter prejuízo — ou seja, para cobrir todos os seus custos fixos e variáveis. Só a partir desse valor é que começa a gerar lucro.


Saber o ponto de equilíbrio é fundamental para definir metas de vendas realistas e entender a viabilidade do negócio. É um alerta importante para saber quando uma operação precisa de ajustes.


5. Fluxo de Caixa


Talvez o mais temido dos indicadores, e com razão. Muitas empresas lucram, mas quebram por não controlar o fluxo de caixa.


Esse indicador mostra o dinheiro que efetivamente entra e sai do caixa, mês a mês (ou até diariamente). Com ele, você consegue planejar pagamentos, evitar atrasos e identificar períodos de aperto com antecedência.


Um fluxo de caixa bem organizado permite que você tome decisões com segurança, como contratar, investir ou renegociar prazos.


6. Custos Fixos e Variáveis


Ter clareza sobre os seus custos ajuda não só na precificação correta dos seus produtos ou serviços, mas também no controle financeiro como um todo.


Custos fixos: não variam com a produção ou vendas (ex: aluguel, salários fixos).


Custos variáveis: mudam conforme o volume de vendas (ex: matéria-prima, comissões, frete).


Se seus custos fixos forem altos, a empresa precisará de um faturamento maior pra se manter saudável. E custos variáveis muito altos podem acabar corroendo o lucro.


7. Ticket Médio


Esse é o valor médio gasto por cada cliente numa compra. Ele ajuda a entender o comportamento do consumidor e pensar em estratégias para vender mais — ou vender melhor.


Fórmula:

Ticket Médio = Faturamento / Número de Vendas


Aumentar o ticket médio pode ser mais fácil (e barato) do que conquistar novos clientes. Técnicas como upsell, cross-sell e pacotes promocionais podem ajudar muito nesse indicador.


8. Giro de Estoque


Estoque parado é dinheiro parado — e, muitas vezes, dinheiro perdido. O giro de estoque mede quantas vezes o estoque foi renovado em um período. Quanto maior o giro, mais eficiente está a gestão.


Um giro muito baixo pode indicar excesso de estoque ou baixa demanda. Já um giro alto pode significar boa rotatividade, mas também pode sinalizar que o estoque está pequeno demais e há risco de faltar produto.


9. ROI (Retorno sobre o Investimento)


Toda ação dentro da empresa deve gerar retorno. O ROI (Return on Investment) mede o quanto um investimento trouxe de lucro.


Fórmula:

ROI = (Lucro obtido / Valor investido) x 100


Se você investiu R$ 10 mil numa campanha de marketing e obteve R$ 25 mil em lucro, o ROI é de 150%. É uma ferramenta poderosa para avaliar se seus esforços e recursos estão sendo bem aplicados.


10. Prazos Médios de Recebimento e Pagamento


Esses dois indicadores mostram quanto tempo você leva para receber dos clientes e quanto tempo tem para pagar fornecedores. A diferença entre eles pode impactar diretamente o seu caixa.


Se você recebe em 30 dias, mas paga em 10, terá que bancar essa diferença. O ideal é tentar sincronizar esses prazos ou negociar melhores condições para não comprometer o capital de giro.


Conclusão


Controlar a saúde financeira de uma empresa exige disciplina e conhecimento. Não é necessário ser um especialista em finanças, mas é fundamental conhecer esses indicadores e acompanhá-los com frequência.


Eles não apenas mostram onde o negócio está, mas também apontam onde ele pode chegar — e como chegar lá com segurança.


Se você ainda não monitora esses dados no dia a dia, comece o quanto antes. Pode ser com uma planilha simples, um sistema de gestão (ERP) ou com a ajuda de um contador. O importante é não deixar essas informações passarem batido.

 
 
 

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